A Bahiafarma assinou uma parceria de 10 anos para desenvolver e produzir no Brasil o eculizumabe, medicamento biológico utilizado no tratamento de doenças raras e que integra a assistência oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O contrato foi firmado nesta quarta-feira (24) com a Bionovis, a Samsung Bioepis e a Samsung Bioepis BR. O acordo prevê transferência de tecnologia, capacitação de profissionais e absorção de conhecimento para permitir a produção local do medicamento.
Tecnologia será transferida para o Brasil
De acordo com o extrato publicado pela Bahiafarma, a parceria envolve o desenvolvimento do produto, a transferência e absorção de tecnologia e a capacitação produtiva e tecnológica.
A proposta é criar condições para que o país passe a contar com capacidade própria de produção do eculizumabe, inicialmente voltada ao atendimento das demandas do SUS.
Medicamento é usado contra doenças raras
O eculizumabe é um medicamento biológico de alta complexidade utilizado no tratamento de doenças raras. Entre as indicações estão a hemoglobinúria paroxística noturna (HPN) e a síndrome hemolítico-urêmica atípica (SHUa).
Por se tratar de um medicamento de alta complexidade e utilizado por pacientes com doenças raras, a disponibilidade e o fornecimento regular são questões relevantes para o sistema público de saúde.
Parceria terá duração de 10 anos
O contrato tem vigência de dez anos, contados a partir da assinatura, realizada em 24 de setembro de 2026.
Durante esse período, a parceria deverá contemplar as diferentes etapas necessárias para a transferência e incorporação da tecnologia de produção.
O acordo também representa uma ampliação da atuação da Bahiafarma na área de medicamentos biológicos e da estratégia de fortalecimento da capacidade produtiva nacional.
Produção local ainda depende das etapas do acordo
A assinatura do contrato não significa que o medicamento já esteja sendo produzido pela Bahiafarma. A parceria prevê um processo de desenvolvimento, transferência tecnológica e capacitação que deverá ocorrer ao longo da vigência do acordo.
O objetivo final é viabilizar a produção local do eculizumabe para atender às necessidades do SUS, reduzindo a dependência de fornecedores externos e fortalecendo a capacidade tecnológica brasileira na área farmacêutica
