Foto: Reprodução / YoutubeA Justiça de São Paulo emitiu uma ordem de protesto contra a alienação da mansão de luxo onde vivia o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, na capital paulista. O imóvel de alto padrão havia sido adquirido pelo valor de R$ 100 milhões no início do ano passado.
Embora a medida judicial não decrete a indisponibilidade imediata da propriedade, ela funciona como um aviso formal a terceiros de que o bem está sob disputa na Justiça. Na prática, a decisão afasta potenciais compradores, uma vez que qualquer interessado passa a ter ciência de que pode vir a perder o imóvel futuramente em decorrência de um litígio.
Localizada no Jardim Paulistano, um dos bairros mais tradicionais da elite paulistana, a residência ocupa os números 127 e 141 da Rua Ibsen da Costa Manso. O projeto arquitetônico do espaço é assinado pelo renomado escritório MFMM, dos arquitetos Matheus Farah e Manoel Maia.
Crimes de Vorcaro
A escritura pública da transação de compra e venda revela os detalhes do pagamento efetuado por Vorcaro. O dono do Banco Master desembolsou os R$ 100 milhões em três etapas: deu um sinal de R$ 34 milhões no dia 17 de fevereiro do ano passado e quitou o restante em duas parcelas subsequentes de R$ 33 milhões, ambas pagas em março do mesmo ano.
À época da aquisição, o Banco Master já enfrentava uma crise de capitalização de conhecimento público, o que levou Vorcaro a negociar a venda da instituição financeira para o BRB.
Simultaneamente ao processo de negociação do banco, carteiras de crédito eram massivamente vendidas ao BRB. No intervalo de apenas 42 dias entre a assinatura do contrato de compra da mansão e a sua quitação integral, o Banco Master recebeu R$ 3,7 bilhões do BRB pela cessão dessas carteiras, que, conforme apurado posteriormente, eram fraudadas.