Foto: Reprodução/ Redes sociaisApós a notícia de que Mateus da Costa Meira, conhecido nacionalmente por protagonizar o massacre do Morumbi Shopping, em São Paulo, em 1999, está circulando livremente pelo Shopping Barra, em Salvador, o caso reacendeu o debate entre internautas sobre a possibilidade de uma pessoa que cumpriu pena por um crime de grande repercussão frequentar livremente um ambiente semelhante ao local onde cometeu o delito.
Na época, aos 24 anos e estudante de Medicina, Mateus entrou armado em uma sessão do filme Clube da Lutae abriu fogo contra o público, matando três pessoas e ferindo outras quatro. Ele foi contido por seguranças e preso em flagrante.
No processo referente ao massacre, a defesa alegou que ele era inimputável em razão de problemas mentais. No entanto, uma junta de psiquiatras concluiu que Mateus tinha plena capacidade de compreender o caráter ilícito de seus atos. Os peritos destacaram que o ataque havia sido cuidadosamente planejado, o que levou a Justiça de São Paulo a considerá-lo imputável. Em 2003, ele foi condenado a 120 anos de prisão, pena posteriormente reduzida para 48 anos e nove meses.
Em 2004, Mateus foi transferido para Salvador. Cinco anos depois, enquanto cumpria pena na Penitenciária Lemos Brito, tentou matar um companheiro de cela com golpes de tesoura. Durante esse novo processo, houve uma reavaliação psiquiátrica e, dessa vez, ele foi considerado inimputável, sendo absolvido impropriamente e encaminhado ao Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico da Bahia, onde passou a cumprir medida de segurança.
Após cerca de 25 anos privado de liberdade, a Justiça da Bahia autorizou sua desinternação, em 2024, condicionando a liberdade ao tratamento psiquiátrico e ao cumprimento de medidas como acompanhamento médico, recolhimento domiciliar noturno e proibição de portar armas, consumir drogas e descumprir as determinações judiciais.