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Pesquisa mostra que remédios de emagrecimento mudam consumo em bares e restaurantes




Prato do Restaurante Taverna Paradiso. Foto: Anderson Menezes.



A popularização dos medicamentos análogos de GLP-1 voltados para a perda de peso, como o Ozempic e o Mounjaro, ultrapassou as barreiras das farmácias e já redesenha a dinâmica do setor de alimentação fora do lar no Brasil.

Um levantamento inédito realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) revela que 61% dos empresários do ramo notaram mudanças perceptíveis no comportamento de consumo e no padrão dos pedidos feitos pelos clientes.

O principal reflexo clínico dessas medicações, a indução da saciedade precoce, reflete-se diretamente no tamanho dos pratos. De acordo com o estudo, 64% dos estabelecimentos registraram um aumento significativo na procura por miniporções e pratos em tamanho reduzido.


Além disso, o apetite por menus mais leves transformou o fluxo das refeições: 70% dos proprietários observaram uma migração para opções rotuladas como saudáveis, enquanto a venda de sobremesas, tradicionalmente uma das margens mais lucrativas do setor, sofreu uma retração evidente.

O impacto da tendência estende-se também às cartas de bebidas. A pesquisa da Abrasel aponta que 53% dos entrevistados identificaram uma maior demanda por coquetéis sem álcool (mocktails) ou bebidas com menor teor alcoólico (bebidas low-abv), embora o volume geral de consumo de álcool tenha apresentado estabilidade.
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