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Concessionária defende retirada de espaço para taxistas no Aeroporto de Salvador



(Foto: reprodução/Viaje na Viajem)



O Aeroporto Internacional de Salvador afirmou que não houve um alinhamento prévio referente à manutenção da placa que reserva espaço para motoristas no meio-fio do espaço. Desde a quinta-feira (28), o local está sendo centro de uma disputa envolvendo taxistas e a concessionária Vinci Airports.

Os taxistas alegam que houve duas tentativas de retirada da placa para essa categoria, instalada no meio-fio do aeroporto para garantir um espaço de embarque e desembarque para esses trabalhadores. Os profissionais apontam, ainda, que a primeira tentativa foi menos de 24 horas após a Semob (Secretaria de Mobilidade) realizar uma manutenção recente no local.

Em nota, a gestão do Aeroporto de Salvador, atualmente realizada pela Vinci Airports, explicou que a instalação de qualquer coisa no meio-fio é regida por acordos federais e que qualquer coisa deve ser alinhada com os órgão competentes, o que não ocorreu por parte da Semob neste caso.

“O meio-fio operacional do aeroporto está inserido em área submetida à regulação aeroportuária federal e às disposições previstas no Contrato de Concessão. Qualquer intervenção em suas instalações, incluindo a colocação de sinalizações, requer alinhamento com diferentes órgãos competentes, observadas as respectivas atribuições regulatórias e operacionais, o que não ocorreu neste contexto”, diz o texto enviado ao bahia.ba.

A gestão também se colocou contra qualquer conduta de violência e reforçou o compromisso com o diálogo construtivo com os órgãos municipais, estaduais e federais, bem como com os representantes das classes profissionais que atuam no aeroporto.

Ao ser questionada sobre o assunto, a Semob enviou uma nota informando que irá consultar a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) acerca do projeto atual para a disposição das vagas de embarque e desembarque no meio-fio do Aeroporto Internacional de Salvador.

“A medida visa assegurar que qualquer eventual adequação operacional observe os parâmetros regulatórios aplicáveis, bem como contemple o adequado diálogo entre os diversos atores envolvidos, incluindo a concessionária aeroportuária e os profissionais taxistas que prestam serviço à população e aos visitantes da cidade”, disse a pasta.
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