Foto: Mateus Pereira/ DivulgaçãoO governo brasileiro e representantes do agronegócio trabalham para reverter a decisão da União Europeia de suspender, a partir de 3 de setembro, a importação de carnes, pescados, mel e outros produtos de origem animal do Brasil. O bloqueio foi motivado por exigências sanitárias relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. �
Técnicos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do setor privado afirmam que já adotaram medidas para comprovar a qualidade e a segurança dos produtos brasileiros. Na última semana, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reforçou o diálogo com autoridades europeias na tentativa de destravar as negociações. �
A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) declarou confiança no sistema de inspeção sanitária do país e informou que ações para atender às demandas da União Europeia já estão em andamento. Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destacou que não há problemas sanitários na carne brasileira e que o setor está disposto a ampliar a fiscalização para preservar as exportações.
Segundo a ABPA, as vendas de carne bovina e de aves para a Europa movimentam mais de US$ 1 bilhão por ano, tornando o mercado europeu estratégico para a economia brasileira. �