Foto: Fellipe Sampaio/SCO-STFO ministro Kassio Nunes Marques assumiu nesta terça-feira (12) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e afirmou, em discurso de posse, que o sistema eletrônico de votação do país representa “um patrimônio institucional da democracia”. Ele foi indicado ao cargo no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante a cerimônia, o magistrado ressaltou que as urnas eletrônicas colocam o Brasil entre as nações com os sistemas eleitorais mais modernos do mundo e defendeu o fortalecimento da confiança da população no processo de votação.
“O sistema eletrônico de votação brasileiro constitui um patrimônio institucional da nossa democracia. No tocante à recepção e à apuração dos votos, nosso sistema é o mais avançado do mundo. E essa condição de destaque global não impede o constante aperfeiçoamento do nosso dia“, afirmou.
A solenidade contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do senador Flávio Bolsonaro (PL), além de ministros e parlamentares. Antes da posse, o senador criticou a atuação do TSE nas eleições de 2022 e declarou esperar uma condução “isenta” da Corte neste ano.
Nunes Marques também afirmou que pretende ampliar medidas de transparência e reforçar o combate ao uso irregular de inteligência artificial e de deepfakes durante o período eleitoral.
Bolsonarismo colocou em xeque segurança das urnas
Nas eleições de 2022, Bolsonaro fez críticas ao sistema de urnas eletrônicas e defendeu a adoção de mecanismos adicionais de verificação, como o voto impresso.
Na ocasião, o ex-presidente, derrotado na disputa eleitoral, afirmou que a medida aumentaria a transparência e permitiria auditorias físicas dos votos.
Em resposta às críticas, o TSE sustentou que o sistema é seguro, auditável e que não há evidências de fraudes nas eleições realizadas com urnas eletrônicas.