Três novos medicamentos são indicados para diabetes e dois para o tratamento da obesidade. (Foto: Anvisa/Divulgação)A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou cinco novas canetas para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Os medicamentos têm como princípios ativos a semaglutida ou a liraglutida, substâncias da classe dos agonistas do receptor GLP-1.
Dos novos produtos, três são indicados para pacientes com diabetes e outros dois para o tratamento da obesidade, associado à prática de exercícios físicos e mudanças na alimentação.
As novas canetas são produzidas pelos laboratórios indianos Biocon e OneSource Specialty e tiveram os registros concedidos no Brasil para a Farma Vision, Aché Laboratórios e Dr. Reddys. Com as novas autorizações, a Anvisa chegou a 20 canetas de GLP-1 aprovadas ao longo de 2026.
Veja as novas canetas aprovadas pela Anvisa
Para o tratamento do diabetes tipo 2, foram registrados três medicamentos:
Aribet: tem liraglutida como princípio ativo, é fabricado pela Biocon e será comercializado pela Farma Vision.
Embeltah: produzido pela OneSource Specialty, contém semaglutida e teve o registro concedido à Dr. Reddys Farmacêutica do Brasil.
Sevema: também à base de semaglutida e fabricado pela OneSource Specialty, foi registrado pela Aché Laboratórios.
Outras duas canetas foram autorizadas para o tratamento da obesidade:
Lyrza: à base de liraglutida, é fabricada pela Biocon e registrada pela Farma Vision.
Wylovol: também contém liraglutida, é produzida pela Biocon e será comercializada no Brasil pela Farma Vision.
Como funcionam os medicamentos
A semaglutida e a liraglutida fazem parte da classe dos agonistas do receptor GLP-1. Os medicamentos atuam em mecanismos relacionados ao controle da glicemia e da saciedade. No caso das duas novas canetas destinadas à obesidade, a indicação prevê que o tratamento seja acompanhado de exercícios físicos e mudanças na alimentação.
A Anvisa passou a priorizar, em agosto de 2025, a análise de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. Entre os motivos apontados pela agência estão a necessidade de ampliar o abastecimento do mercado brasileiro e uma solicitação do Ministério da Saúde relacionada ao Sistema Único de Saúde (SUS).