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Relator da PEC da Segurança vai manter texto aprovado pela Câmara





Rogério Carvalho afirmou que a versão aprovada pelos deputados resultou de um amplo processo de discussão com governadores, secretários estaduais de segurança, forças policiais e representantes da sociedade civil.

Segundo o senador, modificar o texto neste momento poderia atrasar medidas consideradas urgentes no enfrentamento à criminalidade organizada.

Para Carvalho, alterações na proposta significariam “adiar respostas urgentes que a sociedade brasileira espera no enfrentamento à criminalidade organizada”.

O relatório deverá ser analisado pela CCJ nos próximos dias. Depois da votação na comissão, a proposta seguirá para o Plenário do Senado.
PEC prevê mudanças no combate ao crime organizado

Na avaliação do relator, a PEC representa um dos principais avanços das últimas décadas na política de segurança pública e no combate às organizações criminosas.

Entre os pontos destacados está a previsão de que líderes e integrantes de organizações criminosas de alta periculosidade, como facções, milícias e grupos paramilitares, cumpram pena em presídios de segurança máxima.

A proposta estabelece regras mais rígidas e restringe benefícios de acordo com a posição ocupada pelo condenado na estrutura da organização criminosa.
Confisco de bens e recursos para a segurança

Outro ponto citado pelo senador é a possibilidade de confisco de dinheiro, imóveis e outros bens relacionados a atividades criminosas.

Segundo Carvalho, a medida busca atingir a estrutura financeira das organizações criminosas, “cortando na fonte o poder financeiro das facções”.

A PEC também prevê mecanismos para ampliar a integração entre as forças policiais e estabelece novos recursos para a segurança pública.

O texto ainda inclui medidas voltadas à proteção de mulheres, crianças e adolescentes, dentro da reformulação das políticas de segurança previstas pela proposta.
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