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Governo do Rio exonera mais de 6 mil cargos comissionados




Foto: Rafael Oliveira/TJRJ

O Governo do Estado do Rio de Janeiro ultrapassou nesta semana a marca de 6 mil cargos em comissão exonerados em diferentes órgãos da administração pública. Segundo o governo, parte dos servidores desligados sequer tinha senha para acessar os sistemas internos e trabalhar, o que levou a gestão a classificá-los como possíveis funcionários “fantasmas”.

Ao todo, foram 6.145 exonerações, enquanto 2.496 novos servidores foram contratados. A diferença entre desligamentos e nomeações deverá representar uma economia projetada de aproximadamente R$ 221 milhões até dezembro de 2026, considerando apenas os cargos que permanecerão vagos.
Servidores sem acesso ao sistema

O governo identificou 6.636 servidores sem acesso aos sistemas internos da administração estadual. Desse grupo, 60% não apresentaram justificativa para a ausência de acesso.

Parte dos servidores que não justificaram a situação foi exonerada. Outros 2.387 funcionários ainda são aguardados pelo governo para prestar esclarecimentos.

A apuração foi utilizada pela administração estadual para revisar a ocupação de cargos comissionados e identificar postos considerados sem função efetiva dentro da estrutura do governo.
Número equivale a 12 batalhões da PM

A quantidade de exonerações é equivalente, em uma comparação feita pelo próprio governo, a aproximadamente 12 batalhões da Polícia Militar, considerando uma unidade com 500 policiais.

Se os mais de 6 mil servidores desligados deixassem os cargos simultaneamente, seriam necessários cerca de 120 ônibus lotados para transportá-los, segundo a estimativa apresentada pela administração estadual.
Mudança nos cargos comissionados

A revisão também alterou os critérios para a ocupação de cargos comissionados no governo Ricardo Couto. Desde março, as nomeações para o primeiro escalão passaram a ser formadas, em sua maioria, por servidores de carreira.

A administração estadual também informou que os indicados para cargos comissionados, em todos os níveis, passam por avaliação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

A medida faz parte de uma política de revisão da estrutura administrativa e de redução de despesas com cargos comissionados no governo fluminense.
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