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Clube brasileiro avalia proposta bilionária para virar SAF; veja valores

Foto: Raphael Silvestre / Guarani FC



Uma proposta que pode superar R$ 1 bilhão está em discussão nos bastidores de um tradicional clube brasileiro. O Guarani analisa um projeto apresentado pelo empresário Roberto Graziano, proprietário do Grupo Magnum, para transformar o futebol do Bugre em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Segundo informações do ge.globo, a operação prevê inicialmente R$ 750 milhões em investimentos e pode alcançar R$ 1,075 bilhão com a inclusão de outros componentes previstos no projeto.

A negociação ainda está em fase de análise interna e não significa que a SAF já tenha sido aprovada. A minuta precisará passar pelas etapas estabelecidas dentro do clube antes de uma eventual conclusão do negócio.

Além dos recursos direcionados ao futebol, a proposta contempla mudanças estruturais importantes para o Guarani, incluindo a construção de um novo estádio e de um Centro de Treinamento.
O que está previsto no projeto

A futura arena seria construída em uma região próxima ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Em projeto apresentado anteriormente pela Magnum, o estádio teria capacidade inicial para cerca de 12 mil pessoas e possibilidade de ampliação para 25 mil torcedores.

Também está prevista a construção de um novo CT, com possibilidade de instalação de um segundo campo, além de uma área de estacionamento com aproximadamente mil vagas. Uma estrutura destinada ao clube social completa os projetos apresentados.

Parte desses investimentos, entretanto, tornou-se ponto de discussão entre os conselheiros do Guarani.
Brinco de Ouro entra na discussão

A divergência está relacionada às obrigações assumidas pelo Grupo Magnum anos antes da atual proposta de SAF.

Em 2015, durante um período de dificuldades financeiras do Guarani, a empresa arrematou o Brinco de Ouro em um leilão judicial. A operação estabeleceu compromissos para a implantação de novos equipamentos ligados ao clube, entre eles arena, Centro de Treinamento e espaço social.

Entre as obrigações relacionadas à aquisição do estádio está um investimento de R$ 105 milhões.

Agora, parte do Conselho Deliberativo questiona a inclusão de compromissos assumidos anteriormente pela Magnum na contabilização dos investimentos apresentados para a SAF. O entendimento de alguns conselheiros é de que obrigações já existentes não deveriam aparecer como novos aportes decorrentes da eventual transformação do futebol.


Na primeira reunião destinada à análise da minuta, realizada nesta semana, foi definida a formação de uma comissão com integrantes das três chapas eleitas para discutir possíveis alterações no documento com o Grupo Magnum.

A proposta, portanto, seguirá em negociação antes de ser submetida às próximas etapas necessárias para uma eventual aprovação.
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