Foto: Política Livre
O senador Jaques Wagner (PT)
O senador Jaques Wagner (PT) negou haver atrito entre ele e o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), em meio ao impasse interno no grupo governista na definição do vice na chapa à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo ele, a “desconexão” dos dois é pavimentada por setores da imprensa.
“Muitas pessoas, alguns até de vocês da imprensa, ficam doidos por essa desconexão. Desistam disso, eu sou amigo de Rui há trinta e poucos anos. Quem me ajudou a governar foi o Rui, ele foi escolhido, virou governador por oito anos. Foi para a Casa Civil, evidente que eu fui consultado. Não tem isso”, afirmou Wagner, na noite desta terça-feira (31), durante o lançamento do segundo hub da GOL Linhas Aéreas na Bahia, no Palacete Tira Chapéu, no Centro Histórico de Salvador.
Em sua defesa, o senador e fundador do grupo petista no Estado atacou o modelo político do campo adversário, liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), onde ele diz não haver pluralidade.
“Agora, graças a Deus, aqui não é como um grupo de lá, que tem um reizinho, que diz tudo que tem que ser feito e todo mundo tem que dizer amém. Aqui todo mundo tem direito a opinião, nosso grupo convive com a pluralidade, com a diversidade”.
“Rui pode ter uma outra opinião, mas não tem nenhuma, vamos dizer assim, divergência, nenhuma briga entre eu e ele. Ao contrário, a gente está junto para ganhar a eleição de 26 aqui e no Brasil”, emendou.
A escolha do nome que fará companhia a Jerônimo na chapa tem sido adiada justamente diante de posições distintas de Rui e Wagner. Enquanto ele defende publicamente a manutenção do MDB na vaga, com o atual vice-governador Geraldo Júnior, Rui resiste e busca outros nomes. A sondagem mais recentemente foi ao deputado federal Elmar Nascimento, do União Brasil e aliado de ACM Neto.
O veto de Rui a Geraldo ganhou corpo após o episódio em que o emedebista pediu a aliados para viralizar um conteúdo crítico ao ministro em um grupo de WhatsApp. Posteriormente, Rui classificou o episódio como um gesto de “deslealdade”.