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Juliana Brizola, pré-candidata ao governo do RS, ao lado do presidente Lula
A Comissão Executiva do PT deu um ultimato ao diretório regional do Rio Grande do Sul e disse que é preciso construir uma tática eleitoral em torno da pré-candidatura de Juliana Brizola ao governo do Estado.
O PT nacional defende a aliança com o PDT e diz que a decisão política a ser tomada deve estar alinhada à leitura nacional. Em tom duro, a executiva pede coerência e responsabilidade do próprio partido e orienta o apoio ao partido aliado.
"Definir a construção de uma tática eleitoral conjunta com o PDT e demais partidos do campo democrático, sob a liderança da companheira Juliana Brizola, como expressão política dessa estratégia no estado do Rio Grande do Sul", afirma.
A legenda faz um afago a Edegar Pretto (PT), preterido na escolha, e diz que ele tem legitimidade para construir uma tática eleitoral conjunta com o PT e os outros partidos do campo democrático.
Se o diretório regional não cumprir a determinação da executiva nacional ele pode sofrer uma intervenção. O PT já marcou uma nova reunião para o dia 23 de abril para tratar do assunto.
O documento diz que o apoio ao PDT é "etapa necessária para a definição da estratégia política e o fortalecimento do palanque de reeleição do presidente Lula no Estado".
A nota faz menção ao avanço da extrema direita no Brasil e no mundo e diz que é preciso construir um amplo campo liderado por uma aliança de centro-esquerda.
O partido determinou ainda a criação de uma comissão em conjunto com partidos aliados para elaborar as diretrizes do programa de governo ao Estado.