Foto: Ascom/SJDHO Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para apurar a atuação do Crefisa na Bahia. A suspeita envolve possíveis irregularidades no atendimento a beneficiários da Previdência Social, especialmente em operações ligadas ao pagamento e saque de valores do Instituto Nacional do Seguro Social.
A medida foi formalizada por meio de um inquérito civil conduzido pelo procurador da República Fábio Conrado Loula. A apuração considera denúncias recorrentes feitas por consumidores e entidades, que apontam falhas e possíveis práticas abusivas por parte da instituição financeira.
Diante do volume de reclamações, o INSS decidiu suspender de forma preventiva o contrato que autorizava o banco a operar o pagamento dos benefícios. A decisão foi tomada após manifestações de órgãos como o Procon, o próprio MPF e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Convocação barrada no STF
O caso também teve desdobramentos no cenário político. No início de março, a empresária Leila Pereira, que comanda a Crefisa, chegou a ser chamada para prestar esclarecimentos em uma comissão parlamentar que investigava fraudes no INSS.
A convocação tinha como foco questionamentos sobre a oferta de empréstimos consignados vinculados à instituição. No entanto, o depoimento não aconteceu. O Supremo Tribunal Federal decidiu liberar a empresária da obrigação de comparecer.
A decisão foi assinada pelo ministro Gilmar Mendes, que entendeu haver indícios de desvio de finalidade na convocação.