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Papa Leão XVI pede fim da guerra no Oriente Médio e apela por diálogo




Foto: Reprodução/Vatican News



O Papa Leão XVI voltou a defender o fim da guerra no Oriente Médio neste domingo (8), após a oração do Angelus. Durante a mensagem, o pontífice pediu a abertura de diálogo e o encerramento das hostilidades no Irã, afirmando que o conflito tem provocado um “clima de ódio e medo”.

Segundo o papa, a escalada de violência também ameaça a estabilidade de outros países da região, incluindo o Líbano, que ele descreveu como um importante “baluarte” para comunidades cristãs. O país foi alvo de ataques nos últimos dias em meio ao confronto envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

“Do Irã e de todo o Oriente Médio continuam chegando notícias que causam profunda consternação. Aos episódios de violência e devastação, e ao clima generalizado de ódio e medo, soma-se o temor de que o conflito se alastre e outros países da região, entre eles o querido Líbano, possam mergulhar novamente na instabilidade”, afirmou o pontífice.

Leão XVI expressou ainda “profunda consternação” diante dos confrontos e reforçou a necessidade de que a diplomacia prevaleça para que a população da região seja ouvida.

“Elevemos nossa humilde oração ao Senhor para que cesse o barulho das bombas, calem-se as armas e se abra um espaço de diálogo no qual se possa ouvir a voz dos povos”, disse. Ele também confiou o pedido de paz à intercessão de Maria, a quem se referiu como Rainha da Paz.
Escalada do conflito

A atual escalada de hostilidades no Oriente Médio completa nove dias neste domingo. O conflito se intensificou após um ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.



Em resposta, o governo iraniano realizou ataques contra países aliados dos Estados Unidos na região, ampliando o confronto para um cenário de conflito regional que já envolve diretamente mais de dez países e deixou milhares de vítimas.

Também neste domingo, a Assembleia de Peritos do Irã anunciou que escolheu o novo líder supremo que substituirá Khamenei. O nome do sucessor, no entanto, ainda não foi divulgado oficialmente.

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