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Wagner Moura revela desejo de levar família ao Oscar e celebra torcida brasileira





Wagner Moura. Foto: Instagram/@cibellelevi/Cibelle Levi

O ator Wagner Moura, indicado ao Oscar de Melhor Ator pela atuação em O Agente Secreto, revelou os planos de levar a família para a cerimônia, marcada para o dia 15 de março, em Los Angeles, e reafirmou a admiração pela forte torcida dos brasileiros por artistas e produções nacionais.

“Claro que vou levar minha esposa (Sandra Delgado) comigo. Isso já está garantido. Solicitei mais quatro ingressos extras para poder comprá-los, mas o pedido ainda está pendente, então eles não aprovaram nada até agora. Tenho uma amiga vindo do Brasil, uma grande amiga minha, e eu adoraria que ela fosse”, afirmou em entrevista ao programa norte-americano Happy Sad Confused, apresentada por Josh Horowitz, nesta quinta-feira (5).

“Talvez eu leve meus filhos. Não sei se vai ser algo chato para eles assistirem, embora eles já não sejam mais crianças. Então, talvez eu leve meus meninos, se liberarem os ingressos extras”, acrescentou.

Questionado sobre o reconhecimento internacional do cinema brasileiro, impulsionado pelo sucesso de Ainda Estou Aqui no último ano, Wagner descreveu o momento como uma “onda muito bonita” no país.

“É um reconhecimento muito grande do filme e do cinema brasileiro. Estamos vivendo uma onda muito bonita no Brasil, com as pessoas torcendo pelo filme, apoiando e se engajando nas redes sociais. Eu acho isso incrível. É um momento muito especial para mim, como ator, para o filme e para o cinema brasileiro”, declarou.

Para o ator baiano, ver os brasileiros se mobilizando em torno da própria cultura para além do samba, do Carnaval e do futebol é algo marcante. “Ver o cinema sendo celebrado é como ver os brasileiros torcendo por filmes do mesmo jeito que torcem por atletas. Isso é bonito”, destacou.
A diversidade brasileira

Durante a conversa, Wagner também falou sobre a diversidade étnica do Brasil e citou Salvador, sua cidade natal, como exemplo.

“O Brasil é um país gigante na América do Sul, fala português e consome a própria cultura. É um país muito diverso. Você sabia que o Brasil tem a maior comunidade japonesa fora do Japão? Isso não é incrível? Em São Paulo. Salvador, a minha cidade natal, tem a maior população negra do mundo fora da África. Também temos descendentes de libaneses, sírios, italianos e alemães. É um país extremamente diverso”, explicou.
Construção de identidade

O protagonista de O Agente Secreto reforçou ainda a importância de os países da América do Sul construírem sua própria identidade por meio do consumo e da valorização da cultura local.

“Eu acredito muito que nenhum país se desenvolve sem construir sua própria identidade. E acho que é isso que o cinema brasileiro está ajudando a fazer. Muitos países da América do Sul — Argentina, Peru, Chile — produzem filmes que estão justamente nessa busca por identidade. É diferente do cinema europeu ou do cinema americano. São filmes que tentam entender quem somos como país, e isso é algo muito saudável”, afirmou.

Por fim, Wagner lembrou a influência do cinema dos Estados Unidos em sua formação, mas ressaltou a importância da representatividade interna.

“Eu cresci assistindo a filmes americanos. Toda vez que penso em Natal — mesmo que no Brasil seja verão — eu penso em neve, penso nos filmes americanos. É bonito exportar essa identidade, mas também é fundamental criar identidade dentro do próprio país, para que os cidadãos se vejam e se reconheçam, inclusive aqueles que normalmente não se veem representados”, concluiu.
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