
A passarela que liga o Morro do Ipiranga ao Camarote Glamour, no Circuito Dodô (Barra-Ondina), voltou a ser alvo de polêmica no Carnaval de Salvador. A 13ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária da Bahia determinou a interdição imediata da estrutura, atendendo a um pedido do Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU-BA), que apontou riscos ambientais e urbanísticos.
De acordo com o órgão, o equipamento foi instalado em área pública protegida, com características de Área de Preservação Permanente (APP), sem a apresentação de estudos técnicos, licenciamento ambiental e projeto urbanístico regular.
A decisão, assinada pelo juiz federal Carlos D’Ávila Teixeira, reconhece indícios de irregularidades e risco de danos ao meio ambiente e à estabilidade da encosta, determinando a suspensão imediata de qualquer uso da passarela.
Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 50 mil, limitada inicialmente a R$ 1 milhão. A remoção da estrutura ainda não foi determinada e será analisada após manifestação da empresa responsável. O Ministério Público Federal (MPF) foi acionado para acompanhar o processo.
Prefeitura de Salvador se pronuncia
A Prefeitura de Salvador decidiu ingressar formalmente na ação que discute a legalidade da passarela de acesso a camarotes de luxo no Morro do Ipiranga, no circuito Barra-Ondina.
A gestão municipal saiu em defesa da empresa Salvador Produções, responsável pela estrutura, alegando que a passarela é temporária, licenciada e não gera impacto ambiental.
O posicionamento da Prefeitura foi protocolado após a decisão judicial que determinou a interdição do equipamento.
Vereadora comemora decisão da Justiça
