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Passarela de camarote é interditada pela Justiça; Prefeitura e vereadora se pronunciam

 

Foto: Reprodução/ Assessoria/Aladilce Souza

 

A passarela que liga o Morro do Ipiranga ao Camarote Glamour, no Circuito Dodô (Barra-Ondina), voltou a ser alvo de polêmica no Carnaval de Salvador. A 13ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária da Bahia determinou a interdição imediata da estrutura, atendendo a um pedido do Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU-BA), que apontou riscos ambientais e urbanísticos.

De acordo com o órgão, o equipamento foi instalado em área pública protegida, com características de Área de Preservação Permanente (APP), sem a apresentação de estudos técnicos, licenciamento ambiental e projeto urbanístico regular.

A decisão, assinada pelo juiz federal Carlos D’Ávila Teixeira, reconhece indícios de irregularidades e risco de danos ao meio ambiente e à estabilidade da encosta, determinando a suspensão imediata de qualquer uso da passarela.

Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 50 mil, limitada inicialmente a R$ 1 milhão. A remoção da estrutura ainda não foi determinada e será analisada após manifestação da empresa responsável. O Ministério Público Federal (MPF) foi acionado para acompanhar o processo.

Prefeitura de Salvador se pronuncia

A Prefeitura de Salvador decidiu ingressar formalmente na ação que discute a legalidade da passarela de acesso a camarotes de luxo no Morro do Ipiranga, no circuito Barra-Ondina.

A gestão municipal saiu em defesa da empresa Salvador Produções, responsável pela estrutura, alegando que a passarela é temporária, licenciada e não gera impacto ambiental.

O posicionamento da Prefeitura foi protocolado após a decisão judicial que determinou a interdição do equipamento.

Vereadora comemora decisão da Justiça

A vereadora de oposição, Aladilce Souza (PCdoB), comemorou a decisão que atendeu a ação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo. Em nota divulgada à imprensa nesta quinta-feira (5), a oposicionista classificou o equipamento como “Passarela do Apartheid”.

“Foi uma decisão acertada da Justiça Federal, porque comprova que a Passarela do Apartheid, além de proporcionar ainda mais segregação no Carnaval de Salvador, compromete o meio ambiente”, disse a edil.

Aladilce se posicionou após tomar conhecimento da interdição da passarela ligando o Morro Ipiranga ao camarote Glamour, por decisão do juiz Carlos D’Ávila, da 13ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária da Bahia, atendendo à ação do CAU-VA (Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia).

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